domingo, 16 de janeiro de 2011

OBESIDADE INFANTIL

Estima-se que dois terços de todos os Brasileiros estão com sobrepeso ou sofrem de obesidade. Isto significa que quando saímos à rua, cada 10 pessoas que vimos 6 sofrem de sobrepeso ou estão obesos. O mais impressionante é que este numero está aumentando e muito brevemente este numero passará de 6 em 10 para 7 em 10 pessoas sofrendo deste problema.
Actualmente na nossa sociedade é mais frequente encontrar casos de obesidade na idade adulta do que na infância. No entanto a obesidade infantil está a aumentar e a atingir níveis alarmantes, estima-se que o numero de crianças obesas no Brasil tenha aumentado 5 vezes nos últimos vinte anos, atingindo actualmente 10% das crianças no Brasil. As consequências da obesidade são uma tragédia para as crianças que enfrentam este problema.

Já sabemos que as crianças obesas é um problema sério e actual e é necessário tomar alguma acção contra o sobrepeso. As crianças com problemas de sobrepeso não são só afectadas na sua saúde física, o sobrepeso afecta também a saúde mental e emocional das crianças.

As crianças com sobrepeso são em regra geral muito envergonhadas com o seu corpo. As crianças são a que menos conseguem combater este problema, não só porque têm vergonha do seu corpo mas também porque têm vergonha de fazer exercício à frente das outras crianças.  A única forma de ajudar o seu filho é ajudá-lo a fazer exercício e a ter uma alimentação equilibrada.

Você pode não se preocupar ou pensar muito sobre o sobrepeso nas crianças, mesmo que seja pai ou mãe de uma criança obesa. Mas isso devia ser algo que estivesse na sua primeira linha de pensamento, por causa do efeito que tem sobre todo o país e a sociedade em geral.
Se você se preocupa com a sua criança e quer que ela cresça de forma saudável, é importante prevenir antes que se torne em mais um caso de obesidade infantil. Caso já seja um problema actual, deve ajudar a sua criança de forma saudável a alcançar e a manter o peso ideal, mas sempre com segurança.
Por vezes, alguns pais na esperança de resultados rápidos esquecem-se da parte saudável e segura do emagrecimento.
Hoje em dia, existem todo o tipo de dietas e comprimidos milagrosos que estão na moda. Perante este cenário dos nossos dias torna-se ainda mais importante que seja cauteloso em relação à segurança do seu filho, especialmente, quando está perante um problema tão sério como é a obesidade infantil.
Só porque o problema é “grande” ou grave, não significa que deva desistir e sofrer as causas da deste mal bem como todos os outros aspectos negativos deste fenómeno social.
Como pai, mãe ou adulto responsável pela criança e preocupado com a sua saúde deve informar-se e educar-se sobre o assunto.
Deve elaborar e colocar um plano em acção contra a obesidade infantil para poder ajudar a sua criança.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Pesquisa do IBGE confirma que obesidade é epidemia no Brasil

Nos últimos 35 anos, o Brasil passou por uma impressionante transformação. Completou a transição de país rural para sociedade urbana e industrial, deixou para trás índices vergonhosos de mortalidade infantil e analfabetismo e, depois que conseguiu domar a inflação, nos anos 1990, consolidou um aumento substancial da renda da população. Esse conjunto de fatores permitiu reduzir drasticamente o histórico problema da desnutrição no Brasil. E resultou numa impressionante mudança no padrão físico do brasileiro. Desde 1974, quando foi feita a primeira pesquisa familiar que registrou peso e altura dos entrevistados, a população tornou-se mais alta. O déficit de altura entre crianças declinou da faixa dos 30% para menos de 10%. Nesse mesmo período, o brasileiro ganhou peso. Muito peso.

E é aí que a boa notícia começa a dar lugar à preocupação. O déficit de peso atinge hoje menos de 5% da população – o que é um indicador social positivo da maior relevância. Mas o excesso (ou sobrepeso, como preferem dizer os médicos) e a obesidade explodiram. A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que em todas as regiões do país, em todas as faixas etárias e em todas as faixas de renda aumentou contínua e substancialmente o percentual de pessoas com excesso de peso e obesas. O sobrepeso atinge mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade, cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos e nada menos que 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos. Entre os 20% mais ricos, o excesso de peso chega a 61,8% na população de mais de 20 anos. Também nesse grupo concentra-se o maior percentual de obesos: 16,9%.
O IBGE segue os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS) na conceituação de sobrepeso (Índice de Massa Corporal superior a 25%) e obesidade (IMC superior a 30%).

São números que dão ao fenômeno contornos de epidemia. Mantido o ritmo atual de crescimento do número de pessoas acima do peso, em dez anos elas serão 30% da população – padrão idêntico ao encontrado nos Estados Unidos, onde a obesidade já se constitui em sério problema de saúde pública. O Ministério da Saúde constatou a mesma tendência no rastreamento telefônico que faz para monitorar fatores de risco para doenças crônicas. A explicação está principalmente no padrão de consumo alimentar. A POF de 2002/2003 mostrou que as famílias estão gradualmente substituindo a alimentação tradicional na dieta do brasileiro – arroz, feijão, hortaliças – por bebidas e alimentos industrializados, como refrigerantes, biscoitos, carnes processadas e comida pronta. Tudo mais calórico e, em muitos casos, menos nutritivos.
Ou seja, além de se constituir em problema pelos riscos decorrentes do sobrepeso em si – como doenças do coração e diabetes – o sobrepeso é causado por uma alimentação pouco saudável. Para agravar o quadro, a prática regular de exercícios físicos está longe de fazer parte dos hábitos do brasileiro. Pesquisa de 2008 mostrou que apenas 10,2% da população com 14 anos ou mais tem alguma atividade física regular. Quando forem divulgados os dados relativos ao consumo das famílias na POF de 2008-2009, será possível analisar em detalhes como está evoluindo o padrão alimentar no Brasil.
Esse conjunto de pesquisas é um instrumento da maior importância para a formulação de políticas de saúde pública. A obesidade é um desafio mundial, pelo que representa de redução na expectativda de vida e nos custos dos serviços de saúde. Em 2004, a Assembléia Mundial da Saúde - que é a instância deliberadora máxima da Organização Mundial da Saúde - chamou a atenção para esse risco e editou o documento chamado Estratégia Global em Alimentação, Atividade Física e Saúde. Nele, os governos de todos os países se comprometem a implementar políticas que estimulem padrões saudáveis de alimentação e de atividade física. 
A pesquisa do IBGE ouviu 188 461 pessoas entre 2008 e 2009.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

ALIMENTAÇÃO É TUDO

Ter uma alimentação equilibrada é fundamental a vida inteira. Porém, é importante entendermos que, ao longo dos anos, nosso corpo atravessa mudanças significativas e por causa disso passa a ter necessidades nutricionais um pouco mais específicas. Já percebeu como muitos de nós, quando adultos, já não toleramos certos tipos de alimentos?
Isso acontece porque depois da infância e da adolescência, fases em que o organismo consome altas doses de energia para crescer e se desenvolver, ficamos mais "seletivos" em termos nutricionais. Por isso, devemos privilegiar um cardápio que seja adequado às necessidades nutricionais do momento.
"Crianças e adolescentes em fase de crescimento precisam de um aporte maior de energia, além de cálcio e vitamina D. Mas, com o passar dos anos, a alimentação deve priorizar alimentos com menos gorduras e ricos em vitaminas e antioxidantes", explica a nutricionista Pricila Ricciardi. "Essas substâncias ajudam a combater os radicais livres e a evitar problemas típicos da terceira idade, como o diabetes e as doenças do coração."
A dica vale para ambos os sexos, mas a mulher deve estar especialmente atenta. A dieta tem papel fundamental na prevenção de doenças que têm feito cada vez mais vítimas do sexo feminino, como câncer, artrite, artrose e problemas cardiovasculares. Outras complicações que as mulheres conhecem bem, como a TPM e a osteoporose que pode aparecer na época da menopausa, também têm relação direta com os hábitos à mesa.
"Entre as jornadas de trabalho e os afazeres domésticos, é importante que as mulheres organizem-se para cuidar de si. A maioria não costuma fazer exames preventivos e não consegue manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e controlar o colesterol", observa o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni.
Conheça, a seguir, as principais necessidades do organismo de acordo com cada faixa etária.
Aos 20 anos: metabolismo acelerado
Nessa fase, o metabolismo está a todo vapor, mas cuidado para não exagerar. "A partir do início da fase adulta, devemos procurar sempre ter uma alimentação o mais saudável possível", alerta Pricila.
Para quem não aprendeu a se alimentar de forma balanceada desde criança, esta é a época certa para mudar de hábitos. Evite doces e gorduras e aumente a ingestão de fibras, vitaminas e minerais, consumindo frutas, vegetais e grãos integrais.
Aos 30 anos: cuidado com o estresse
A partir dos 30 anos o organismo começa a sentir com mais intensidade os sintomas do estresse. Especificamente no caso da mulher, é nessa fase da vida que o metabolismo começa a desacelerar e a queima de calorias fica mais lenta. Por isso, a prática de atividades físicas é também muito importante, além dos cuidados com a alimentação.
Aos 30 anos, é importante incluir no cardápio muito líquido, proteína magra (derivados de leite, carne, aves e peixes), frutas, verduras e legumes; cereais e grãos integrais, gorduras boas (óleo vegetal, azeite, abacate, oleaginosas) e, para quem gosta, adoçante.
Aos 40: cuidados na maturidade
Preocupar-se com a alimentação na maturidade é crucial para garantir a qualidade de vida. Mais uma vez, a mulher deve redobrar os cuidados: é aos 40 que o organismo se prepara para entrar na menopausa. Com o cardápio certo, porém, essa fase de transição pode ser muito mais suave.
"A partir dos 45 anos deve haver uma maior diminuição no consumo de açúcares refinados e gorduras, em especial as saturadas, as do tipo trans e o colesterol", avalia Pricila Ricciardi, que chama a atenção para a importância do consumo de alimentos ricos em cálcio, como o leite desnatado e seus derivados, nesta etapa da vida. "Eles previnem a osteoporose".
E quem já está na menopausa deve dar preferência a alimentos ricos em antioxidades, como frutas e chá verde. A soja também é uma boa pedida.
A partir dos 50: manutenção
Para quem se cuidou durante a vida inteira, essa é a fase de manutenção. Neste período, o menu é ao mesmo tempo leve e variado, e inclui fibras, hortaliças, frutas, legumes e carnes magras. Não esqueça do leite e seus derivados, que são ótimas fontes de cálcio, assim como as folhas verde escuras.
Dos 50 anos em diante, também vale a pena caprichar no consumo de vegetais amarelos, que são ricos em vitamina C e ajudam a evitar danos às células. E para proteger o sistema imunológico, é muito importante adicionar ao cardápio feijão e ervilha, que são ricos em zinco.
Vale lembrar ainda que nem sempre é possível recuperar os estragos de uma década inteira de irresponsabilidade alimentar comportando-se de forma exemplar na fase seguinte. A reeducação alimentar sempre é válida, mas quem sempre exagerou nas guloseimas deve procurar um médico para orientá-lo na nova dieta.
Fonte: http://www.obesidade.com.br/

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

FIQUE ATENTO

O tratamento da obesidade envolve necessariamente a reeducação alimentar, o aumento da atividade física e, eventualmente, o uso de algumas medicações auxiliares. Dependendo da situação de cada paciente, pode estar indicado o tratamento comportamental envolvendo o psiquiatra. Nos casos de obesidade secundária a outras doenças, o tratamento deve inicialmente ser dirigido para a causa do distúrbio.
 
Reeducação Alimentar
 
Independente do tratamento proposto, a reeducação alimentar é fundamental, uma vez que, através dela, reduziremos a ingesta calórica total e o ganho calórico decorrente. Esse procedimento pode necessitar de suporte emocional ou social, através de tratamentos específicos (psicoterapia individual, em grupo ou familiar). Nessa situação, são amplamente conhecidos grupos de reforço emocional que auxiliam as pessoas na perda de peso.
Independente desse suporte, porém, a orientação dietética é fundamental.
Dentre as diversas formas de orientação dietética, a mais aceita cientificamente é a dieta hipocalórica balanceada, na qual o paciente receberá uma dieta calculada com quantidades calóricas dependentes de sua atividade física, sendo os alimentos distribuídos em 5 a 6 refeições por dia, com aproximadamente 50 a 60% de carboidratos, 25 a 30% de gorduras e 15 a 20% de proteínas.
Não são recomendadas dietas muito restritas (com menos de 800 calorias, por exemplo), uma vez que essas apresentam riscos metabólicos graves, como alterações metabólicas, acidose e arritmias cardíacas.
Dietas somente com alguns alimentos (dieta do abacaxi, por exemplo) ou somente com líquidos (dieta da água) também não são recomendadas, por apresentarem vários problemas. Dietas com excesso de gordura e proteína também são bastante discutíveis, uma vez que pioram as alterações de gordura do paciente além de aumentarem a deposição de gordura no fígado e outros órgãos.
 
Exercício
 
É importante considerar que atividade física é qualquer movimento corporal produzido por músculos esqueléticos que resulta em gasto energético e que exercício é uma atividade física planejada e estruturada com o propósito de melhorar ou manter o condicionamento físico.
O exercício apresenta uma série de benefícios para o paciente obeso, melhorando o rendimento do tratamento com dieta. Entre os diversos efeitos se incluem:
 
a diminuição do apetite,
o aumento da ação da insulina,
a melhora do perfil de gorduras,
a melhora da sensação de bem-estar e auto-estima.
O paciente deve ser orientado a realizar exercícios regulares, pelo menos de 30 a 40 minutos, ao menos 4 vezes por semana, inicialmente leves e a seguir moderados. Esta atividade, em algumas situações, pode requerer profissional e ambiente especializado, sendo que, na maioria das vezes, a simples recomendação de caminhadas rotineiras já provoca grandes benefícios, estando incluída no que se denomina "mudança do estilo de vida" do paciente.
 
Drogas
 
A utilização de medicamentos como auxiliares no tratamento do paciente obeso deve ser realizada com cuidado, não sendo em geral o aspecto mais importante das medidas empregadas. Devem ser preferidos também medicamentos de marca comercial conhecida. Cada medicamento específico, dependendo de sua composição farmacológica, apresenta diversos efeitos colaterais, alguns deles bastante graves como arritmias cardíacas, surtos psicóticos e dependência química. Por essa razão devem ser utilizados apenas em situações especiais de acordo com o julgamento criterioso do médico assistente.
No que se refere ao tratamento medicamentoso da obesidade, é importante salientar que o uso de uma série de substâncias não apresenta respaldo científico. Entre elas se incluem os diuréticos, os laxantes, os estimulantes, os sedativos e uma série de outros produtos freqüentemente recomendados como "fórmulas para emagrecimento". Essa estratégia, além de perigosa, não traz benefícios a longo prazo, fazendo com que o paciente retorne ao peso anterior ou até ganhe mais peso do que o seu inicio.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Obesidade entre jovens pode ser "contagiosa"



amigos-obesidade-estudo.jpg
(Reprodução)
A obesidade entre as crianças e jovens poder ser "contagiosa", segundo um estudo realizado pela Universidade do Havaí, nos Estados Unidos. Os pesquisadores descobriram que os jovens aderem aos maus hábitos dos amigos que estão acima do peso.
O estudo, publicado na revista científicaEconomics and Human Biology, analisou o comportamento de 5.000 adolescentes. Percebeu–se que os jovens se organizam socialmente de acordo com o peso, hábito que pode ser adquirido na infância. Ao longo do tempo, os pesquisadores notaram que quando um amigo engordava, o outro também ganhava peso.
Um exemplo: quando um jovem com 1,75 metro e 66 quilos - valores considerados saudáveis - tinha um amigo que engordava por volta de 3 quilos, o adolescente em forma ganhava ele próprio quase um quilo, em média. Ele continuará saudável, mas a longo prazo isso significa que ele pode se tornar obeso.
Tam Fry, do Fórum Nacional de Obesidade do Reino Unido, explicou como as amizades podem influenciar no peso. "Se você vai jantar com um amigo que é obeso, é provável que você coma o mesmo tipo de comida que ele", disse. Fry afirma ainda que, mesmo a quilômetros de distância, os amigos têm mais poder de influência do que vizinhos, por exemplo. Os pesquisadores estão considerando também a influência inversa: "Talvez, as crianças saudáveis poderão levar bons hábitos aos amigos que são obesos", explicou.
Entretanto, os hábitos dos pais também podem ser decisivos na saúde dos filhos. "Se o pai é gordo e não gosta muito de se exercitar - não joga bola com o filho, por exemplo - é provável que a criança queira ficar sentado com ele no sofá", alertou Fry. Apesar de os amigos influenciarem diretamente na saúde dos jovens, especialistas explicaram que o sobrepeso não deve ser atribuído apenas a esse fator. Muitos jovens possuem uma alimentação que não é saudável e, na maioria das vezes, esses alimentos são consumidos dentro de casa e na companhia da família. 
...É uma fase de transição, de indecisão mas fundamental para o desenvolvimento do ser humano mais completo tanto físico como emocional. A adolescência.

Os benefícios da atividade física não se limita a idades específicas. Entretanto, o estar sempre de bem consigo desfrutando de uma melhor qualidade de vida e das coisas boas que a vida nos oferece é um dos bons álibis para que o adolescente não se torne um chato, cognominado de aborrecente.

Entre os benefícios físicos estão o estímulo ao desenvolvimento mais harmônico, possivelmente livre do fantasma da obesidade e todas as doenças associadas. Um adolescente fisicamente ativo com hábitos de vida saudável tem mais possibilidades de se tornar uma adulto igualmente ativo. Entre os psicológicos estão o melhor poder de controle das emoções, a facilidade de relacionamento com o grupo e saber quais são os seus limites e, o dos outros.

Além da socialização muitos adolescentes procuram a boa forma seguindo também o apelo estético da sociedade como um todo. Como eles andam sempre em grupo, cabe ao professor conquistar pelo menos um deles. Os outros vêm na onda.
A princípio não existe "uma" atividade específica para o jovem, uma vez que são raras as contra-indicações. Os adolescentes só não devem fazer atividades físicas se houver cardiopatias congênitas ou doenças graves. Nesses casos, a palavra do médico é a mais importante.

Da mesma forma não existe a mais indicada a cada sexo e sim a cada indivíduo de acordo com as preferências pessoais. O mundo está mais eclético.
Outro ponto a ser levado em consideração é pensar que as lutas sirvam para descarregar raiva ou rebeldia. A filosofia das lutas se prendem no respeito ao adversário e preservação da integridade física do seu semelhante uma vez que, "se machucar o adversário, amanhã não tem com quem treinar". No que tange ao aprendizado dessa filosofia, o jovem rebelde tem mais uma opção de aprendizado social.

As meninas, na grande maioria, segundo as pesquisas, a busca é pela estética procurando um corpo durinho, perfeito e sensual. Por isso, as atividades mais procuradas por elas ainda são respectivamente a ginástica localizada e as danças. Entre os meninos, a musculação visando hipertrofia ainda é a preferida, assim como as aulas que promovem o condicionamento e liberação de endorfina como por exemplo o spining.

"Idade não é documento" Esse adágio popular se aplica à questão da idade ideal para se começar. Não existe "uma" a partir da qual deve-se começar a fazer musculação. A adolescência pode ser a mais indicada em função do estímulo à maturação óssea e desenvolvimento da massa muscular estimulada pela liberação dos hormônios anabolizantes tais como a testosterona. De qualquer forma, a orientação deve ser feita por profissionais habilitados, atualizados e com absoluto bom senso. "Pegar pesado", como já comentamos, depende do potencial genético de cada um. A alegação de que as cartilagens e as cabeças dos ossos longos (epífises), possam sofrer lesão ocasionando a parada no crescimento, pelo menos por enquanto, não encontra respaldo em registros médicos e ou científicos suficientes para se afirmar isso. Quase sempre se referem e condenam a musculação. Entretanto, outras atividades talvez com mais impacto ainda, tais como o futebol, o vôlei, o basquete e os movimentos envolvendo saltos, o adolescente pratica sem problema nenhum. Sendo assim, a carga de treinamento deve ser de acordo com o desenvolvimento de cada um.

Outros mitos também envolvem a atividade física para o adolescente. Entre eles o de que certas atividades como por exemplo a Ginástica Olímpica, podem interferir no crescimento deixando-os baixinhos. É a Ginástica Olímpica que deixa indivíduo baixinho ou o baixinho que tem mais facilidade de dominar o corpo em função do pouco peso e centro de gravidade mais próximo ao solo? Mais uma vez vale a orientação certa para o indivíduo certo. O adolescente é o "maior barato" !!!!

domingo, 10 de outubro de 2010

A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE DE OBESIDADE NOS IDOSOS



INTRODUÇÃO
Envelhecer bem e atividade física são conceitos fortemente associados. Ao longo dos últimos 30 anos, em que as alterações nas possibilidades de envelhecer bem passaram do prenuncio à realidade, foi produzido considerável conhecimento cientifico sobre a relação entre atividade física e envelhecimento saudável. Esta evidente também a possibilidade de retardamento do declíneo normal associado ao envelhecimento, de um agravamento mais lento das doenças associadas à idade, de evitação de certas doenças de inicio tardio e de relativa possibilidade de recuperação de certas disfuncionalidades, uma vez instaladas. O bem-estar é uma abordagem consciente e deliberada para o estado avançado de saúde. Esse panorama conceitual de bem-estar assemelha-se ao de saúde, devendo abranger as perspectivas da vida humana: social, fisiológica, psicológica e espiritual.
ENVELHECIMENTO E ATIVIDADE FÍSICA
Investigar os efeitos da atividade física sobre o envelhecimento representa avaliar a possibilidade de o individuo ativo, principalmente na chamada "terceira idade", ter a expectativa de uma melhor qualidade de vida, e talvez retardar os efeitos do envelhecimento.
Torna-se uma providência obrigatória, principalmente para os indivíduos mais idosos uma avaliação física criteriosa e uma adequada orientação para a prática de exercícios. Um aspecto interessante é perceber que, na verdade, o individuo mais idoso pode se beneficiar com a prática de exercícios, até mais do que os indivíduos mais jovens.
A explicação para este fato é, na realidade, bastante lógica: nós sabemos que a inatividade física leva a uma regressão progressiva da capacidade funcional de diversos órgãos e sistemas do nosso corpo. Sem nenhuma duvida o sistema que mais se ressente da inatividade é o sistema muscular. Os nossos músculos literalmente atrofiam com a falta de uso.
Por outro lado, a atividade física no idoso, desde que bem orientada, pode prevenir problemas do envelhecimento (osteoporose, hipertensão, obesidade).
A Atividade física esta associada à diminuição da adiposidade entre jovens e adultos de meia-idade, porém essa associação entre os idosos é pouco estudada. O fato de as pessoas portadoras de fatores de risco morrerem mais cedo impossibilita a determinação da relação atividade física / obesidade em idosos. Vários estudos epidemiológicos, realizados em diferentes países, mostram que a atividade física vigorosa está associada a uma mobilização preferencial da gordura abdominal mais do que da gordura periférica. (Bouchard e Deprés, 1989). Tais resultados sugerem uma influência favorável da atividade física sobre as doenças de risco associadas à obesidade da região superior do corpo entre a população de meia-idade.
A atividade física é definida como qualquer movimento corporal produzido pela musculatura esquelética, portanto voluntária, que resulte num gasto energético, acima dos níveis de repouso. Inclui desde as AVD (atividades da vida diária) até as atividades esportivas e de lazer como dança, caminhadas, entre outros. Já a aptidão física pode ser definida como a capacidade que um indivíduo possui para realizar atividades físicas (Nahas, 2001, p. 33).
SAÚDE E MOTIVAÇÃO
A saúde é definida como "um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doenças ou enfermidades". Esta definição é seqüencial à definição que surgiu no final de 1940, por ocasião da constituição da OMS (Organização Mundial da Saúde). Ao contrário, saúde se identifica com uma multiplicidade de aspectos do comportamento humano voltados a um estado de completo bem-estar físico, mental, social e espiritual, onde à saúde representa um estado dinâmico de bem-estar positivo daqueles que possuem hábitos que promovem a saúde, diminuindo o risco de doença prematura e morte.
De acordo com Dawidoff (1989), "motivo ou motivação, refere-se a um estado interno que resulta de uma necessidade e que ativa ou desperta comportamento usualmente dirigido ao cumprimento da necessidade ativante".
OBESIDADE
De acordo com os especialistas, a obesidade tem sido tratada como uma doença aguda (do tipo resfriado) quando deveria ser vista como uma condição crônica (como uma doença cardíaca ou diabetes). Como objetivo final de um programa de reeducação é a perda de peso e sua manutenção.
Pelo menos oito problemas importantes estão associados à obesidade:
  • Dificuldade Emocional;
  • Aumento de osteoartrite;
  • Aumento da incidência de hipertensão arterial;
  • Aumento dos níveis de colesterol e de outras gorduras do sangue;
  • Aumento do diabetes;
  • Aumento de doença cardíaca;
  • Aumento do câncer;
  • Aumento de morte prematura;
A maioria dos especialistas em obesidade acredita que três fatores são responsáveis:
  • Influências genéticas e dos pais;
  • Dietas ricas em calorias e gorduras;
  • Gasto energético insuficiente;
De acordo com a maioria dos especialistas em controle de peso, o tratamento da obesidade deve envolver três elementos:
  • Dieta: a ingestão calórica deve ser reduzida, preferivelmente por meio da redução do conteúdo de gordura da dieta e do aumento da ingestão de carboidratos e de fibras dietéticas (p.ex. grãos integrais, frutas e vegetais);
  • Exercícios: o gasto energético deve ser aumentado.
  • Modificação comportamental: varias técnicas devem ser empregadas, incluindo: Autocontrole, controle dos eventos que precedem a alimentação, desenvolvimento de técnicas para controlar o ato de comer, reforço por recompensas.
É importante ressaltar que, mesmo na ausência de aumento de peso corporal, há um aumento na quantidade de gordura corporal que acompanha o envelhecimento. Esse aumento implica uma significativa diminuição no número de fibras musculares de contração rápida. (Iwanaga et. al. 1990)
Mesmo idosos magros têm mais gordura corporal que jovens magros, a qual se localiza ao redor das vísceras, do fígado, do coração, do pâncreas, etc. (Jacob Fª, 1995).
Em mulheres, principalmente, com a inclusão diária de atividades físicas, a massa gordurosa se distribui de maneira mais homogênea, pelo gasto de energia dispensado, podendo interferir na auto-estima feminina melhorando a qualidade de vida. A atividade física tende a ser dependente de vontade, de desejos e, principalmente, de motivação contribuindo para a boa saúde mental e física (Azevedo,1998, p. 21).
De acordo com International Classification of Diseases (ICD), a obesidade é considerada uma patologia com evidências de fatores psicológicos.

O ORGANISMO E SUAS ALTERAÇÕES
O estudo das alterações orgânicas é de extrema importância para a compreensão do organismo físico e da diminuição das reservas funcionais que constituem o ponto de partida para qualquer fenômeno vital, observado em todos os sistemas e nos aparelhos ósseos, articular, muscular, nervoso, cardiovascular, pulmonar, endócrino e imunológico. Todavia, a velocidade e a extensão desse declíneo possuem variações entre diversos sistemas e funções.
A gordura corporal aumenta para 20% ou 40%, com uma distribuição mais centrípeta no processo do envelhecimento, "depositando-se principalmente no tecido subcutâneo do tronco, nos epiplons e ao redor de víceras como rins e coração". (Netto, 1996)
De acordo com o mesmo autor, há uma tendência de o idoso reduzir o peso após os 60 anos de idade, mantendo-se inalterado ou elevando-se pelo acúmulo de gordura. O decréscimo do peso, com o avançar da idade, pode estar associado com eficiência diminuída do sistema digestório, massa muscular decrescente e também pode ser influenciado por mudanças nos hábitos alimentares resultantes da perda de sensibilidade gustativa e olfativa e por problemas dentários.
Fatores de risco significativos incluem os que podem ou não ser modificados assim como importantes fatores de potencialização:

BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA A SAÚDE
Para conseguir efeitos benéficos da atividade física é de extrema importância a participação regular e contínua nos devidos programas, podendo ser rapidamente revertidos pelo retorno à inatividade. Segundo Gobbi (1997), as evidências científicas do exercício na população idosa podem ser sumarizados da seguinte maneira: melhoria do bem-estar geral, melhoria da saúde geral física e psicológica, ajuda na preservação do viver independente, ajuda a controlar condições específicas (ex.: estresse, obesidade) e doenças (ex.: diabetes, hipercolesterolemia), reduz o risco de certas doenças não-comunicáveis (ex.: doença coronária cardíaca, hipertensão, diabetes), ajuda a minimizar as conseqüências de certas incapacidades e pode ajudar na administração de condições dolorosas, pode ajudar a modificar perspectivas estereotipadas da velhice.
FINALIDADES DA ATIVIDADE FÍSICA APLICADA A TERCEIRA IDADE
A atividade física para a terceira idade é importante, pois cria um clima descontraído, desmobiliza as articulações e aumenta o tônus muscular, proporcionando maior disposição para o dia a dia, buscando os seguintes objetivos: bem-estar físico, auto-confiança, sensação de auto-avaliação, segurança no dia a dia através do domínio do corpo, elasticidade, aumento da prontidão para a atividade, ampliação da mobilidade das grandes e pequenas articulações; fortalecimento da musculatura, pois os músculos têm uma capacidade de regeneração especial, a função dos aparelhos de sustentação e locomoção também dependem da musculatura; melhoria da respiração, principalmente nos aspectos da forte expiração; intensificação da circulação sanguínea, sobretudo nas extremidades; estimulação de todo sistema cardiocirculatório. melhoria da resistência. aumento da habilidade, da capacidade de coordenação e reação; além de ser um meio de cura contra a depressão, circunstâncias de medo, decepções, vazios anteriores, aborrecimento, tédio e solidão; obesidade.
QUALIDADE DE VIDA
O estudo da qualidade de vida em indivíduos idosos representa um desafio dos novos tempos, pois exige contemplação da experiência do envelhecimento visando a uma qualidade cotidiana, além das oportunidades oferecidas meramente pelo acaso. No sentido amplo, Silva (1999) destaca que a qualidade de vida "aplica-se ao indivíduo aparentemente saudável e diz respeito ao seu grau de satisfação com a vida nos múltiplos aspectos que a integram: moradia, transporte, alimentação, lazer, satisfação/realização profissional, vida sexual e amorosa, relacionamento com outras pessoas, liberdade, autonomia e segurança financeira".
CONCLUSÃO
Através deste estudo pode-se perceber a importância da atividade física no decorrer de nossas vidas, não somente na vida enquanto jovem, mas dar continuidade a esta atividade na velhice. Cada vez mais, podemos avaliar que os idosos estão preocupados com a saúde, embora ainda tenham aqueles que ainda não se cuidam, mas a grande maioria tem a consciência que o corpo saudável traz uma vida mais longa e longe de problemas de saúde, principalmente com a obesidade, que através dela se acarretam tantas doenças.
Atividades leves e moderadas, passeios, viagens, cursos, todos são exemplos de atividade física que podem ser seguidas pelos idosos, sempre acompanhadas pelo profissional de educação física e pelo médico.